Archive for the ‘Windows (NT~2008 server)’ Category

Aumentando conexões simultâneas no Windows XP para mais de 10 conexões

Tuesday, March 3rd, 2009
Baixe aqui: http://xp-antispy.org/index.php?option=com…=sellang&iso=en



Existem 2 links para baixar: o primeiro é o instalador, o segundo é o arquivo .ZIP somente com o programa necessário.



Depois que baixar, instale (ou extraia) o programa, execute-o.



Aparece a seguinte janela:





Clique em Special, escolha Connection Limit…



Aparece a janela a seguir:





Clique em Yes, I got it.



Aparece a janela a seguir:





Escolha a quantidade de conexões a liberar no dropdown (onde aparece 50), e clique em patch.



A janela deve ficar assim:





Se aparecer um aviso de que houve mudança nos arquivos de sistema, clique em Cancelar (ou Cancel), ele vai perguntar se você tem certeza que quer manter a modificação responda sim.



Após executado o patch, reinicie a máquina.



Bom proveito!


[EDITADO EM 08/06/2005] A versão atual do patch (2.23d) funciona no Windows 2003 SP1 (houve uma modificação no TCPIP.SYS no Win2003 SP1, essa versão já faz a mudança corretamente), e é compatível com Windows XP SP2, Windows XP 64-Bit Edition, Windows 2003 Server.


Link para a página do patch: http://www.lvllord.de/?lang=en&url=downloads, baixe do primeiro link (inglês). Lembrando que funciona em qualquer idioma do Wndows XP. O link direciona para a página por orientação do autor do patch.


[EDITADO EM 21/04/2005] : Nova versão do patch compatível com o Windows XP 64-Bit.


A maioria dos programas de P2P (Emule, Clientes BT) já contornam a limitação das “10 conexões simultâneas” (Grato Coloradows).


Portanto, antes de executar essa dica, procure saber se existe uma versão mais nova do seu programa P2P ou utilize um cliente diferente. Se assim mesmo não notar diferença, aplique o patch conforme descrito abaixo e teste. Se ainda assim não obtiver resultados, o problema pode ser alguma limitação imposta no Modem/Rede.


E ainda, como estão havendo muitas dúvidas em relação a problemas de conexão, perda de velocidade e afins, verifique o seguinte:



1. Se você está em casa, verifique o firewall do Windows que por padrão é ativado no WinXP SP2. Normalmente as portas que os clientes P2P usam tem que ser liberadas nele. Se você instalou algum firewall pessoal (Norton Internet Security, Zone Alarm, etc), procure saber se as portas estão liberadas.



2. Algumas prestadoras de serviços de Internet podem bloquear portas sem aviso prévio (provedores condominiais e a rádio são os mais comuns). Se você usa ADSL com modem Router, veja se o seu modem tem as portas liberadas ou se as configurações do cliente quanto as portas estão corretas. Muitas vezes as portas estão liberadas no modem e configuradas de forma incorreta no cliente.



3. Em empresas que possuem links dedicados a Internet, normalmente existe um firewall instalado para evitar intrusos, procure saber do adminstrador de rede quais portas estão liberadas.



Aproveitando a deixa do usuário Russo, e esclarecendo a todos: as dicas aqui postadas tem o mesmo propósito e todos tem a mesma funcionalidade: acabar com a limitação a 10 conexões (caminhos diferentes, resultados iguais). E estão surgindo novos patchers e programas que mudam a limitação de 10 conexões (grato aos usuários que as postaram). E esclarecendo que a única forma de mudar a limitação é através da alteração do driver TCPIP.SYS do Windows XP SP2, não existe outra forma (até agora) de alterar a limitação (se alguém descobrir, por favor poste, a dica da mudança no registro NÃO FUNCIONA)!


Quem fez o update para o Windows XP SP2 ganhou “de presente” essa limitação a 10 conexões simultâneas.




EDITADO (Modo mais fácil):



Esse patch elimina a necessidade do uso do Replacer, já que ele faz tudo automaticamente (localiza o arquivo e faz o patch). Se o arquivo já estiver patcheado, ele dá a opção de restaurar ao estado original. Aparece uma tela perguntando quantas conexões você quer liberar, basta escolher um número qualquer (a minha aparece algo em torno de 16.000.000 conexões simultâneas!



O patcher está em inglês, e é auto-explicativo. Basta seguir os passos indicados e reiniciar a máquina quando necessário!



EDITADO: Como tem pessoas que estão com dúvidas, façam o seguinte ao rodar o novo patch:



1. Ao perguntar se você quer mudar o limite para 50 conexões, vai perguntar “Yes, No, Change”. Se você acha que 50 conexões são suficientes, clique “Y” (de Yes, Sim). Se você não acha 50 conexões suficientes, clique em “C” (Change, Mudar).



2. Em seguida ele vai perguntar quantas conexões você quer liberar (10-16777214, ESC=10/50 Auto). Aí você digita a quantidade de conexões que quer liberar, fica a seu critério quantas. Se clicar a tecla ESC, a mudança vai ser para 50 conexões. Acima de 100, o programa emite um aviso dizendo que acima desse valor é perigoso a propagação de worms se a máquina for infectada. Clique em Y (Yes, Sim).



A partir desse ponto funciona conforme já descrito anteriormente.



E como já dito, funciona no SP2-PTBR (a Microsoft disponibilizou o mesmo para download no MSDN).



E, a título de curiosidade, vou manter a dica antiga tbém.



_____Dica original_____



Para acabar com essa limitãção, faça o seguinte:



1. Baixe o patch do link: http://www.shadowhome.kit.net/connectionlimitfix.zip


2. Baixe o replacer (ele substitui arquivos de sistema sem necessidade de entrar no Windows em Modo de Segurança) no link: http://www3.telus.net/_/replacer/Replacer.zip


3. Depois de baixar os arquivos, crie um diretório e extraia nele o conteúdo dos 2 arquivos que você acabou de baixar.


4. Dê um duplo clique no arquivo “replacer.cmd”. Vai abrir uma janela de Prompt, e a seguinte mensagem: “Drag the original system file to replace into this window. Or, press Q to quit”. Procure por “TCPIP.SYS” (sem aspas), ou vá direto ao diretório dele (WindowsSystem32Drivers). Clique e arraste o programa para dentro da janela do replacer e clique ENTER.


5. Em seguida, vai aparecer a seguinte mensagem: “Drag the replacement tcpip.sys file into this window. Or, type RESTORE to restore the backup of tpcip.sys. Or, press Q to quit”. Procure pelo TCPIP.SYS que você extraiu na pasta temporária.


6. Na tela seguinte, o replacer vai fazer o backup do arquivo original, e vai pedir para confirmar a substituição. Confirme clicando Y e depois ENTER.


7. Após isso, reinicie a máquina e veja o resultado.



Observações:



Como todos sabem, o SP2 do Windows XP foi lançado somente em Ingles, Alemão e um terceiro idioma que não me recordo. Esse patch é para a versão em inglês do Windows XP.


O autor do patch esclarece que o mesmo pode não funcionar e não dá nenhuma garantia (eu fiz a substituição na minha máquina e funcionou 100%).


E claro, não me responsabilizo por danos que possam ocorrer decorrentes da execução da dica. Se você é um usuário sem experîência, peça para alguém mais experiente fazer prá você!



Adaptado a partir de texto de dica do Tigos (http://www.babooforum.com.br/idealbb/view.asp?topicID=177432, você pode usá-lo como referência, bastando apenas substituir o Shell32.dll lá citado pelo tcpip.sys), e o link do patch foi postado originalmente por Mr. Shadow (http://www.babooforum.com.br/idealbb/view.asp?topicID=239006).



Postado por Neo Lima um outro patch: http://www.savepoint.trix.net/Downloads/ne…P2_LimitFiX.zip

fonte: http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&ct=res&cd=3&url=http%3A%2F%2Fwww.babooforum.com.br%2Fforum%2Findex.php%3Fshowtopic%3D240248%26st%3D54&ei=Cy6tSbflB9eitgfiv6iEBg&usg=AFQjCNElaBK_qFspw8HuxoyH7olsioScyA&sig2=E7_XRwCLQYVNJi3dxwdTRw

Parser Error Message: The file ‘/MasterPage.master’ does not exist.

Tuesday, February 24th, 2009

Parser Error Message: The file ‘/MasterPage.master’ does not exist.

Se você recebeu esta mensagem quando estava programando em Asp.Net, não se preocupe, talvez você possa aplicar a solição abaixo e “dormir” de cabeça tranqüila:

1 -> Verifique se seu script está assim:

Line 1:  <%@ page title="" language="C#" masterpagefile="~/MasterPage.master"...

Nada de pânico, substitua masterpagefile=”~/MasterPage.master” por masterpagefile=”./MasterPage.master”.



Citrix Error: Creating ‘Minha VM’ by cloning ‘Other install media’ – Object reference not set to an instance of an object.

Friday, February 20th, 2009

Se isso aconteceu, não tenha pânico, isto deve ter ocorrido pelo fato de você ter ordenado que a vm startasse assim que fosse instalada. Basta ir nela, confirmar se a mídia (iso) de instalação está ok e dar boot.

Microsoft OLE DB Provider for ODBC Drivers error ? [Microsoft][ODBC Microsoft Access Driver] Cannot open database (unknown). It may not be a database that your application recognizes, or the file may be corrupt.

Wednesday, February 18th, 2009

Sem dúvidas será hora de chamar o desenvolvedor ou o responsável pelo site e ordenar que suba a base de dados novamente, pois sua base de dados foi corrompida. Você pode deletar a base de dados atual, e fazer o upload de uma nova base.

Este problema pode ocorrer quando o acesso a essa base de dados está muito alto. É indicado neste caso a migração desta base para MS-SQL.

Provedor OLE DB Microsoft para Drivers ODBC (0×80004005)[Microsoft][ODBC Microsoft Access Driver]Erro geral – Não foi possível abrir a chave do Registro ‘Temporary (volatile) Jet DSN for process 0×614 Thread 0x6c0 DBC 0x21dd07c Jet’. (Nome_do_Arquivo), (Número_da_Linha)

Tuesday, February 17th, 2009

Ao acessar uma página que se conecta a um banco de dados do Access, a seguinte mensagem de erro no navegador pode ser exibida:

Provedor OLE DB Microsoft para Drivers ODBC (0×80004005)[Microsoft][ODBC Microsoft Access Driver]Erro geral – Não foi possível abrir a chave do Registro ‘Temporary (volatile) Jet DSN for process 0×614 Thread 0x6c0 DBC 0x21dd07c Jet’.
(Nome_do_Arquivo), (Número_da_Linha)
A conta usada no acesso à página não tem acesso à chave do Registro HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\ODBC.
IMPORTANTE: Este artigo contém informações sobre como modificar o Registro. Antes de modificá-lo, faça um backup e certifique-se de que saiba como restaurá-lo caso ocorra algum problema. Para obter informações adicionais sobre como fazer backup, restaurar e modificar o Registro, clique no número abaixo para ler o artigo na Base de Dados de Conhecimento Microsoft (a página pode estar em inglês):

256986 (http://support.microsoft.com/kb/256986/PT-BR/ ) Descrição do Registro do Microsoft Windows

AVISO: O uso incorreto do Editor do Registro pode causar sérios problemas que talvez exijam a reinstalação do sistema operacional. A Microsoft não garante que os problemas resultantes do uso incorreto do Editor do Registro possam ser solucionados. O uso do Editor do Registro é de sua responsabilidade.

  1. Inicie o Editor do Registro (Regedt32.exe).
  2. Selecione a seguinte chave no Registro:
    HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\ODBC
  3. No menu Segurança, clique em Permissões.
  4. Digite as permissões necessárias à conta que está acessando a página da Web.
  5. Encerre o Editor de Registro.
fonte: http://support.microsoft.com/kb/295297

Ativar SSI server side includes no Plesk Windows IIS 6

Tuesday, February 17th, 2009

Siga os passos abaixo:

Abra o painel de controle -> adicionar e remover programas -> componentes do Windows -> aplicações do servidor -> IIS -> world wide web -> Server side includes.

Após, reinicie o IIS e os componentes do plesk.

Vai navegar? Vai de Google Chrome!

Tuesday, September 2nd, 2008

A monstruosa Google nem perdeu tempo e já disponibilizou seu navegador Ultraleve e UltraFuncional. Vale a pena ressaltar que há pouco tempo ela estava apoiando o firefox (projeto mozilla) que por sua vez está na versão 3. Não iremos comentar, iremos disponibilizar (liberado há poucos minutos) o link para download, por isso “voe”:

http://www.google.com/chrome

A notícia foi retirada de -> www.tinews.info

Alta disponibilidade – How to HA – O que é e como funciona a Alta Disponibilidade

Sunday, August 31st, 2008

Definição

Para que se entenda a Alta Disponibilidade faz-se necessário, antes de mais nada, perceber que a Alta Disponibilidade não é apenas um produto ou uma aplicação que se instale, e sim uma característica de um sistema computacional. Existem mecanismos e técnicas, blocos básicos, que podem ser utilizados para aumentar a disponibilidade de um sistema. A simples utilização destes blocos, entretanto, não garante este aumento se não for acompanhado de um completo estudo e projeto de configuração.

A Disponibilidade de um sistema computacional, indicada por A(t), é a probabilidade de que este sistema esteja funcionando e pronto para uso em um dado instante de tempo t. Esta disponibilidade pode ser enquadrada em três classes, de acordo com a faixa de valores desta probabilidade. As três classes são: Disponibilidade Básica, Alta Disponibilidade e Disponibilidade Contínua.

Disponibilidade Básica

A Disponibilidade Básica é aquela encontrada em máquinas comuns, sem nenhum mecanismo especial, em software ou hardware, que vise de alguma forma mascarar as eventuais falhas destas máquinas. Costuma-se dizer que máquinas nesta classe apresentam uma disponibilidade de 99% a 99,9%. Isto equivale a dizer que em um ano de operação a máquina pode ficar indisponível por um período de 9 horas a quatro dias. Estes dados são empíricos e os tempos não levam em consideração a possibilidade de paradas planejadas (que serão abordadas mais adiante), porém são aceitas como o senso comum na literatura da área.

Alta Disponibilidade

Adicionando-se mecanismos especializados de detecção, recuperação e mascaramento de falhas, pode-se aumentar a disponibilidade do sistema, de forma que este venha a se enquadrar na classe de Alta Disponibilidade. Nesta classe as máquinas tipicamente apresentam disponibilidade na faixa de 99,99% a 99,999%, podendo ficar indisponíveis por um período de pouco mais de 5 minutos até uma hora em um ano de operação. Aqui se encaixam grande parte das aplicações comerciais de Alta Disponibilidade, como centrais telefônicas.

Disponibilidade Contínua

Com a adição de noves se obtém uma disponibilidade cada vez mais próxima de 100%, diminuindo o tempo de inoperância do sistema de forma que este venha a ser desprezível ou mesmo inexistente. Chega-se então na Disponibilidade Contínua, o que significa que todas as paradas planejadas e não planejadas são mascaradas, e o sistema está sempre disponível.

Objetivos

Como já pode ser percebido de sua definição, o principal objetivo da Alta Disponibilidade é buscar uma forma de manter os serviços prestados por um sistema a outros elementos, mesmo que o sistema em si venha a se modificar internamente por causa de uma falha. Aí está implícito o conceito de mascaramento de falhas, através de redundância ou replicação (termos que serão conceituados mais tarde). Um determinado serviço, que se quer altamente disponível, é colocado por trás de uma camada de abstração, que permita mudanças em seus mecanismos internos mantendo intacta a interação com elementos externos.

Este é o coração da Alta Disponibilidade, uma sub-área da Tolerância a Falhas, que visa manter a disponibilidade dos serviços prestados por um sistema computacional, através da redundância de hardware e reconfiguração de software. Vários computadores juntos agindo como um só, cada um monitorando os outros e assumindo seus serviços caso perceba que algum deles falhou.

Outra possibilidade importante da Alta Disponibilidade é fazer isto com computadores simples, como os que se pode comprar até num supermercado. A complexidade pode estar apenas no software. Mais fácil de desenvolver que o hardware, o software de Alta Disponibilidade é quem se preocupa em monitorar outras máquinas de uma rede, saber que serviços estão sendo prestados, quem os está prestando, e o que fazer quando uma falha é percebida.

Cálculo da Disponibilidade

Em um sistema real, se um componente falha, ele é reparado ou substituído por um novo componente. Se este novo componente falha, é substituído por outro e assim por diante. O componente reparado é tido como no mesmo estado que um componente novo. Durante sua vida útil, um componente pode ser considerado como estando em um destes estados: funcionando ou em reparo. O estado funcionando indica que o componente está operacional e o estado em reparo significa que ele falhou e ainda não foi substituído por um novo componente.

Em caso de defeitos, o sistema vai de funcionando para em reparo, e quando a substituição é feita ele volta para o estado funcionando. Sendo assim, pode-se dizer que o sistema apresenta ao longo de sua vida um tempo médio até apresentar falha (MTTF) e um tempo médio de reparo (MTTR). Seu tempo de vida é uma sucessão de MTTFs e MTTRs, à medida que vai falhando e sendo reparado. O tempo de vida útil do sistema é a soma dos MTTFs nos ciclos MTTF+MTTR já vividos.

De forma simplificada, diz-se que a disponibilidade de um sistema é a relação entre o tempo de vida útil deste sistema e seu tempo total de vida. Isto pode ser representado pela fórmula abaixo:

Disponibilidade = MTTF / (MTTF + MTTR)

Ao avaliar uma solução de Alta Disponibilidade, é importante levar em consideração se na medição do MTTF são observadas como falhas as possíveis paradas planejadas. Mais considerações sobre este assunto serão tecidas em seções posteriores.

Conceitos

Para se entender corretamente do que se está falando quando se discute uma solução de Alta Disponibilidade, deve-se conhecer os conceitos envolvidos. Não são muitos, porém estes termos são muitas vezes utilizados de forma errônea em literatura não especializada. Antes de mais nada, deve-se entender o que é falha, erro e defeito. Estas palavras, que parecem tão próximas, na verdade designam a ocorrência de algo anormal em três universos diferentes de um sistema computacional.

Falha

Uma falha acontece no universo físico, ou seja, no nível mais baixo do hardware. Uma flutuação da fonte de alimentação, por exemplo, é uma falha. Uma interferência eletromagnética também. Estes são dois eventos indesejados, que acontecem no universo físico e afetam o funcionamento de um computador ou de partes dele.

Erro

A ocorrência de uma falha pode acarretar um erro, que é a representação da falha no universo informacional. Um computador trabalha com bits, cada um podendo conter 0 ou 1. Uma falha pode fazer com que um (ou mais de um) bit troque de valor inesperadamente, o que certamente afetará o funcionamento normal do computador. Uma falha, portanto, pode gerar um erro em alguma informação.

Defeito

Já esta informação errônea, se não for percebida e tratada, poderá gerar o que se conhece por defeito. O sistema simplesmente trava, mostra uma mensagem de erro, ou ainda perde os dados do usuário sem maiores avisos. Isto é percebido no universo do usuário.

Recapitulando, uma falha no universo físico pode causar um erro no universo informacional, que por sua vez pode causar um defeito percebido no universo do usuário. A Tolerância a Falhas visa exatamente acabar com as falhas, ou tratá-las enquanto ainda são erros. Já a Alta Disponibilidade permite que máquinas travem ou errem, contanto que exista outra máquina para assumir seu lugar.

Para que uma máquina assuma o lugar de outra, é necessário que descubra de alguma forma que a outra falhou. Isso é feito através de testes periódicos, cujo período deve ser configurável, nos quais a máquina secundária testa não apenas se a outra está ativa, mas também fornecendo respostas adequadas a requisições de serviço. Um mecanismo de detecção equivocado pode causar instabilidade no sistema. Por serem periódicos, nota-se que existe um intervalo de tempo durante o qual o sistema pode estar indisponível sem que a outra máquina o perceba.

Failover

O processo no qual uma máquina assume os serviços de outra, quando esta última apresenta falha, é chamado failover. O failover pode ser automático ou manual, sendo o automático o que normalmente se espera de uma solução de Alta Disponibilidade. Ainda assim, algumas aplicações não críticas podem suportar um tempo maior até a recuperação do serviço, e portanto podem utilizar failover manual[1]. Além do tempo entre a falha e a sua detecção, existe também o tempo entre a detecção e o reestabelecimento do serviço. Grandes bancos de dados, por exemplo, podem exigir um considerável período de tempo até que atualizem os índices de suas tabelas e, durante este tempo, o serviço ainda estará indisponível.

Para se executar o failover de um serviço, é necessário que as duas máquinas envolvidas possuam recursos equivalentes. Um recurso pode ser uma placa de rede, um disco rígido, os dados neste disco, e todo e qualquer elemento necessário à prestação de um determinado serviço. É vital que uma solução de Alta Disponibilidade mantenha recursos redundantes com o mesmo estado, de forma que o serviço possa ser retomado sem perdas.

Dependendo da natureza do serviço, executar um failover significa interromper as transações em andamento, perdendo-as, sendo necessário reiniciá-las após o failover. Em outros casos, significa apenas um retardo até que o serviço esteja novamente disponível. Nota-se que o failover pode ou não ser um processo transparente, dependendo da aplicação envolvida.

Failback

Ao ser percebida a falha de um servidor, além do failover é obviamente necessário que se faça manutenção no servidor falho. Ao ser recuperado de uma falha, este servidor será recolocado em serviço, e então se tem a opção de realizar o processo inverso do failover, que se chama failback. O failback é portanto o processo de retorno de um determinado serviço de uma outra máquina para sua máquina de origem. Também pode ser automático, manual ou até mesmo indesejado. Em alguns casos, em função da possível nova interrupção na prestação de serviços, o failback pode não ser atraente.

Missão

Quando se calcula a disponibilidade de um sistema, é importante que se observe o conceito de missão. Missão de um sistema é o período de tempo no qual ele deve desempenhar suas funções sem interrupção. Por exemplo, uma farmácia, que funcione das 8h às 20h, não pode ter seu sistema fora do ar durante este período de tempo. Se este sistema vier a apresentar defeitos fora deste período, ainda que indesejados, estes defeitos não atrapalham em nada o andamento correto do sistema quando ele é necessário. Uma farmácia 24h obviamente tem uma missão contínua, de forma que qualquer tipo de parada deve ser mascarada.

A Alta Disponibilidade visa eliminar as paradas não planejadas. Porém, no caso da primeira farmácia, as paradas planejadas não devem acontecer dentro do período de missão. Paradas não planejadas decorrem de defeitos, já paradas planejadas são aquelas que se devem a atualizações, manutenção preventiva e atividades correlatas. Desta forma, toda parada dentro do período de missão pode ser considerada uma falha no cálculo da disponibilidade.

Uma aplicação de Alta Disponibilidade pode ser projetada inclusive para suportar paradas planejadas, o que pode ser importante, por exemplo, para permitir a atualização de programas por problemas de segurança, sem que o serviço deixe de ser prestado.

Monitoração de nodos

A monitoração de nodos é realizada pelo heartbeat. Ele é o responsável por testar periodicamente os nodos do cluster, coordenando as ações de failover e failback. As soluções que utilizam reativação automática de serviços serão baseadas neste pacote.

Replicação de disco

A replicação de disco é de responsabilidade do DRBD, um driver de bloco para o kernel que cria um dispositivo de bloco[2] virtual, consistindo tanto de um disco real local quanto de uma conexão de rede, que terá na outra ponta outro driver DRBD atuando como secundário. Tudo aquilo que é escrito no dispositivo virtual é escrito no disco local e também enviado para o outro driver, que fará a mesma operação em seu disco local. Com isto se obtém dois nodos com discos exatamente iguais, até o instante da falha. As aplicações que trabalham com dados dinâmicos ou atualizados com muita freqüência se beneficiam deste driver.

Atenção
Configurações com centenas de gigabytes e/ou muito volumes gerenciados pelo DRBD devem ser bem testadas antes de serem colocadas em produção, pois o DRBD ainda está em desenvolvimento e algumas situações extremas podem não ter sido testadas.

Sistema de arquivos

Dados replicados ou não, é importante que o sistema de arquivos esteja consistente. Nem todos os sistemas de arquivos garantem isso, portanto para esta solução se escolheu trabalhar com o Ext3 Filesystem. Este sistema de arquivos trabalha com journal, o que significa que todas as alterações de dados são antes registradas no disco para que, caso o sistema venha a falhar durante este processo, a transação possa ser recuperada quando o sistema voltar. Isto confere agilidade ao processo de recuperação de falhas, bem como aumenta muito a confiabilidade das informações armazenadas.

Monitoração de serviços

A monitoração de serviços é feita através do Mon, um super- escalonador de testes que pode verificar centenas de máquinas e serviços de forma rápida e ágil, enviando alertas para endereços de correio eletrônico, pagers ou telefones celulares, garantindo que os administradores dos serviços estejam sempre bem informados sobre seu estado de operação. Suporta dependências entre testes, portanto não perde tempo verificando se um servidor de HTTP está respondendo em uma máquina que sabe estar inoperante. Um alerta pode até mesmo tentar recuperar a situação automaticamente ou reiniciar uma máquina, caso a falha ocorra em um horário de difícil manutenção.

Procure saber mais sobre HEARTBEATS e DRDBS.

O que é FailOver, Failback e SwitchOver

Sunday, August 31st, 2008

O Que significa Failover, Failback e Switchover nos tutoriais em inglês?

Quem instala sistemas com grande quantidade de usuários é indispensável implementar mecanismo que garanta alta disponibilidade dos serviços. O pacote Heartbeat é um dos mais populares para implementar tais mecanismos no mundo Linux. Quem instala sistemas Asterisk, OpenSER, servidor web, banco de dados, entre outros sistemas se depara na documentação do Heartbeat com os termos de failover, failback e switchover. Para que não está familiarizado com essa termologia, como uma colher de chá e também como forma de documentar na língua pátria, segue uma definição extraída da Wikipedia, http://en.wikipedia.org/wiki/Failover e http://en.wikipedia.org/wiki/Switchover:

Failover

O failover é a capacidade de determinado sistema/serviço migrar automaticamente para um outro servidor, sistema ou rede redundante ou que está em standby quando da ocorrência de falha ou término anormal do servidor, do sistema ou da rede que estava ativo até aquele instante. O Failover acontece sem intervenção humana e geralmente sem aviso prévio, diferente de switchover.

Os projetistas de sistemas normalmente fornecem capacidade de failover em servidores, sistemas ou redes que exigem continua disponibilidade e um alto grau de confiabilidade.

A automação é feita usando um cabo “Heartbeat” que é conectado aos dois servidores. Tão longo exista um “Pulso ou mensagem heartbeat” do servidor principal para o servidor secundário, o servidor secundário não iniciará seus sistemas. Pode haver também um terceiro servidor “Spare parts” que possui rodando componentes de reserva para comutação “no fogo” para evitar a interrupção durante o lapso de tempo da comutação.

O segundo servidor imediatamente assumirá o trabalho do primeiro tão logo ele detecte alguma alteração na mensagem “heartbeat” da primeira máquina. Alguns sistemas possuem a habilidade de mandar uma mensagem via page ou enviar uma mensagem para um técnico pré-designado ou centro de monitoração.

Em alguns sistemas, o failover é intencionalmente não automático por completo, que exige a intervenção humana. Isso é chamado “automatizado com aprovação manual“, porque a atividade fica automática uma vez que seja dada a aprovação.

Reciprocamente, o Failback é o processo de restauração de um sistema/componente/serviço que se encontra em um estado de failover (ou seja, aquela máquina onde estava rodando o serviço que apresentou problrmas) de volta a seu estado original que estava antes da falha.

Switchover

O switchover é a capacidade de um sistema de comutar manualmente para um computador servidor, sistema ou rede redundante ou em standby quando da ocorrência de falha ou rmino anormal do servidor, sistema, ou rede ativo anteriormente. Switchover acontece com a intervenção humana, diferentemente do Failover.

Um switchover normalmente seria iniciado a fim de executar manutenção do sistema, como instalação de patches, atualização para uma nova release ou atualização do seu sistema. Em outros casos, o sistema inteiro é suficientemente complexo em que fazer o failover automático não é possível.

Claro, e os louros vão para -> http://www.noticiaria.com.br/item/id/127389/title/Que_e_Failover__Failback_e_Switchover

Limpar cache de dns do windows pelo ms dos

Thursday, May 29th, 2008

Para limpar o cache de dns pelo console siga os passos abaixo:

iniciar->executar-> cmd

digite:  ipconfig /flushdns

Isto irá limpar o cache de dns de sua conexão.

Error ASP 0178 (0×80070005) ao tentar enviar email com MailEnable Professional

Tuesday, May 27th, 2008

Se você está recebendo esta mensagem de erro, mesmo seguindo os roteiros da MailEnable para o envio de mensagens – se o seu erro é exatamente a mensagem abaixo:

Error Type:
Server object, ASP 0178 (0×80070005)
The call to Server.CreateObject failed while checking permissions. Access is denied to this object.

Para resolver isto, você fará o seguinte:

1 -> Acesse o administrador do IIS em iniciar-> programas -> ferramentas administrativas -> IIS administrator, vá no virtual host deste domínio e procure o arquivo asp que envia o email. Nele, pressione com o botão direito em propriedades e na primeira opção (athentication…) clique em “edit”.
Quando a janela abrir, cole o nome do usuário (deve ser algo do tipo IUSR_nomedousuário).

2 -> Procure (caso tenha o plesk instalado) – c:\program files\swsoft\plesk\mail servers\mailenable\bin e atribua a permissão de ler e executar ao arquivo MEASP.DLL , sendo esta permissão para o usuário que você copiou.

POG: O que é?

Tuesday, November 13th, 2007

A Programação Orientada a Gambiarras (POG ou WOP – Workaround-oriented programming) é um paradigma de programação de sistemas de software que integra-se perfeitamente a qualquer grande Paradigma de Programação atual.

Por definição, Gambiarra é aquilo que é de difícil concepção, de inesperada execução para tornar fácil o uso de algo que sequer deveria existir.

A Programação Orientada a Gambiarras foi uma evolução natural do uso do Programa Bacalhau, também conhecido como ATND – Artifício Técnico Não Documentado, dos anos 1.960–80, e vem de uma antiga expressão sileira, “Para quem é, bacalhau basta” (época em que o peixe seco ainda era barato). Programadores e analistas mais preocupados em usar buzzwords costumam utilizar o termo workaround para impor respeito.

Para que um programador possa exercer a Programação Orientada a Gambiarras, são necessários alguns fatores específicos, facilmente encontrados em ambientes de desenvolvimento:

  • Sistemas originalmente mal projetados;
  • Clientes chatos;
  • Usuários chatos;
  • Falta de vontade;
  • Falta de tempo;
  • Criatividade;
  • Gente que pensa que é DBA (normalmente são pessoas chatas, gordas, feias, sem certificação nenhuma e no que fizeram um curso de SQL Básico);
  • Arquiteto de software achando que é o máximo(normalmente pessoas, altas, loiras, chatas, arrogantes e metidos a sabe tudo);
  • Término do estoque de café/chá;
  • Aproximação do final da tarde;
  • Véspera de feriado/fim-de-semana;
  • Ter o Jackie Chan como chefe;
  • Ter o MacGyver como coordenador de projeto (ver Método MacGyver);
  • Governo defecando regras ou MP’s que entrem em vigor imediatamente sem dar tempo de atualizar sistemas;
  • Requisitos dinâmicos e/ou instáveis;
  • Área comercial vendendo ou pré-vendendo produtos imaginários ou inacabados com “entrega garantida em 30 minutos ou seu dinheiro de volta!”.

Reunidos, todos estes fatores transformam o programador em um gambiarrizador, espécie mais evoluída de programador, que possui curva de aprendizado e produtividade muito mais altas. Os códigos dos gambiarrizdores podem ser chamados de CACA (Código Avançado Complexo e Adaptável).

Lembre-se que a Microsoft – idealizade direitos, por isso, cuidado para você não precisar pagar royalties á Microsoft. Na próxima versão do Visual Studio, todas as POGs documentadas terão wizards personalizados. Por ser dotado de Inteligência Artificial (já que os programadores VB não possuem inteligência alguma) ele irá tornar o uso transparente ao POGramador.

Estudos realizados neste segmento, mostram que os programadores que evoluem para gambiarrizadores vivem melhor, saem as 18:00h, tem cabelos mais bonitos e esvoaçantes. Tudo pelo fato de que, em gambiarrizadores, eles entram em um estado alfa, onde tudo na vida funciona. Tudo que é impossível torna-se possível, de maneira totalmente obscura, mas possível.

Há correntes de programadores que discriminam a Programação Orientada a Gambiarras, alegando ser uma má técnica, que faz com que os sistemas fiquem lentos e ganhem bugs. Também ficou claro nas pesquisas que estes programadores só dizem isto por nunca terem evoluído para gambiarrizadores (e por isso nunca pegam mulher nenhuma). Com apenas uma evolução (ao contrário de ‘ como o Charmander, que necessitam de duas para atingir o ápice de seu desenvolvimento), 100% dos programadores admitem que a Programação Orientada a Gambiarras, definitivamente, é o melhor paradigma de todos.

Além disso, a Programação Orientada a Gambiarras, assim como outros paradigmas, deu origem a outros movimentos de pesquisa científica como Modelagem Orientada a Gambiarras (MOG ou WOM – Workaround-oriented modeling), Desenvolvimento de Sistemas Orientado a Gambiarras (DSOG ou WOSD – Workaround-oriented software development).

PPOG (Princípios da programação orientada a gambiarras) comentados:

  • Se funciona, então tá certo – Acoplado ou não, txt ou sql, mil funções ou 10, design patterns… Nada disso tem valor para o usuário, que só precisa de um software funcional. O termo “escalável” é falacioso;
  • My Way – Programador esperto, se é esperto mesmo é adepto do My Way. Se você está com dúvidas, faça do seu jeito pois se der merda é você quem vai se foder (e como);
  • Murphy ou Lei de Murphy ou Lady Murphy – Para lidar com Murphy e seu exército só com POG. Murphy é sagaz e ligeiro, tá só esperando você dar mole. Nada mais rápido do que uma gambiarrazinha pra acertar o que Murphy destrói;
  • Deixe o amanhã para amanhã – Muitos programadores atrasam projetos alegando que a demora de uma implementação para seguirem regras de design patterns ou comentários que ajudarão a outros entender melhor o código. Deixe o amanhã para o otário programador seguinte;
  • Comentários são para amadores – Um desenvolvedor deve ser treinado para ser fluente na linguagem de programação usada sem precisar de comentários, independente da consequente ruína de sua vida social. Isso também é conhecido como sétimo sentido;
  • Eficiência primeiro – Evite escrever em várias linhas o que pode ser feito em uma;
  • Fé em Deus – A informática é levianamente definida como ciência exata, quando esta é na verdade uma ciência holística. Vários casos reais de divina Providência foram testemunhados em ambiente fiéis aos princípios ruins foram exorcizados, e a paz instalou-se graças a fé dos gambiarrizadores;
  • 1337 h4x0r5 dud3 lol – Quanto mais ilegível, mais respeitado o código é. Consequentemente menos alterado ele é, e mais estável o sistema fica, garantindo a empregabilidade do gambiarrizador;
  • A ocasião faz o ladrão – Em determinados momentos não conseguimos escapar dela;
  • Capacidade de Abstração – Este conceito se baseia em focar-se no problema e desconsiderar conceitos e dados deios para atingir o objetivo, ou seja, o Programador deve abstrair tudo que lhe faça perder tempo como regras de negócio desnecessárias ou tratamentos de erros;
  • Conclusão Hipotética Universal Técnica Explicativa – Quando nenhum dos outros conceitos se aplica, utiliza-se este até funcionar ou desistir (C.H.U.T.E);
  • Criatividade acima de tudo – Uma pessoa criativa não é aquela que consegue chegar a diversos lugares, mas sim, aquela que chega no mesmo lugar por diversas maneiras.. Portanto, o POGer não é nada mais do que um programador criativo, que faz a mesma coisa que outros, adotando técnicas não convencionais…

Chavões POG:

“A principio isso nao tem nada a ver com o erro, mas pode ser que tenha…. algo a ver” Programador POG, sobre o erro no programa que nao sabe da onde veio.

“Deu certo? Deixa! Funcionou? Não mexa!” Bill Gates, durante o desenvolvimento do Windows ME.

“Sem comentários…” Monkey Coder sobre POG.

“Ninguém mandou pagar pouco…” Estagiário sobre POG.

“Muito cuidado ao mexer em um POG, siga o velho ditado: Bosta seca não se mexe!” Careca sobre POG.

“O que importa são os resultados” Programadores do Google Adwords.

“Os fins justificam os meios!” Nicolau Maquiavel sobre POG.

“Travou? Tenta dar Ctrl+Alt+Del. Se não funcionar, desliga e liga de novo a máquina…” Resposta de um POG a outro sobre a execução de um LOOP do manual da POG.

“Abre no Internet Explorer que funciona” Resposta padrão do suporte sobre POG.

“Na minha máquina funcionou” Programador sobre POG.

“O importante é fazer funcionar” Programador 100% pragmático sobre POG.

“O ótimo é inimigo do bom” Gerente POG Master sobre POG.

“Ontem tava funcionando!” MPOG sobre POG.

“Assim fica mais eficiente” Satanás sobre POG.

“É só colocar um DIV ali!” WebDesigner sobre POG.

“/* só testei até aki! */” Comentário de um programador Mancebo em um arquivo.

“Não se preocupe… quando você for implementar vai descobrir a melhor maneira!” Gerente sem-noção.

“Não me interessa se é restrição da ferramenta, dá um jeito e coloca isso funcionando até amanhã!” Gerente de Projeto falando ao programador.

“Simplesmente comentei e funcionou!” MPOG.

“É facil, não vejo dificuldade em fazer isso!” Gerente sem-noção definindo prazo junto com o programador.

“Tive que arrumar direto no banco – daí funcionou! Se o problema “voltar”, nos ligue novamente” POGger sobre O Poder da Fé.

“Como não faz?! Tem que implementar, acabamos de vender o produto com isto” Gerente de vendas de uma empresa qualquer.

“O código tá certo, deve ser problema na massa de dados” Programador Experiente, com várias certificações em POG.

“Terminei, só falta testar” Programador POG as 18h00 com a mochila nas costas falando pro chefe.

“É só reiniciar que funciona!” Programador POG logo de manhã com copo de café na mão.

“Dá um Build All que funciona!” Programador VB desesperado por não saber a procedência do erro.

“Bom, deixa estourar a bomba lá, aí quando vierem me pentelhar aqui eu vejo o que faço…” Programador para outro programador só esperando o problema voltar.

“A função ficou com 3000 linhas porque é impossível deixar ela menor” Programador POG tentando se passar por expert.

“Como não funciona? Eu compilei e não deu nenhum erro!!!” Estagiário, ainda falta muito para ser um programador POG.

“Se compila, funciona!” Programador POG, usando a técnica No_Exception.

“Eu fiz somente o que foi especificado!” Analista, usando a técnica In-Diana.

“Dear Aunt, let’s set so double the killer delete select all” Software de Reconhecimento de Voz, implementado em POG.

“Hum… Que estranho… Não era para acontecer isso…” Programador iniciante na empresa.

“Que lixo que fizeram!!! Olha isso!!!” Programador POG falando sobre outro Programador POG.

“Quando eu cheguei já tava assim!!!” Gambizeiro querendo tirar o seu da reta.

“… É que 1GB de RAM é pouco! Tem que colocar mais memória!!!” POGramador sobre estouro de pilha.

“… Ah!!! Isto é um erro comum do Windows!” POGramador tentando ganhar tempo para corrigir seu código.

“Reza e cruza os dedos que vai funcionar!” POG Pai de Santo falando para um POGramador menos experimente…

“Quando eu testei, funcionou!” POGramador demonstrando as gambiarras para seu Gerente Sem Noçao.

“Se funcionou contra os aliens no Independency Day, vai funcionar com você!” Will Smith sobre POG.

“Eu modelei em POG o vírus para o PC dos Aliens em Independency Day!” Chuck Norris sobre POG.

“Meu Precioso…” Gollum sobre POG.

“O ótimo é inimigo do bom” Sauron – Master PWNER SUPREMUS sobre POG.

“POG é POG e vice-versa…” Jardel – Ex-jogador de futebol sobre POG.

“O importante são os três pontos conquistados independente de como se joga” Antônio Lopes – Treinador de Futebol sobre POG.

“Existem 3 jeitos de se fazer as coisas: o jeito certo, o errado e o jeito Maximo Poder” Homer Simpson sobre POG.

“Se não funcionar leva um Roundhouse Kick! Olha só, funcionou!” Chuck Norris, conversando com o sistema quando o mesmo travou durante apresentação ao cliente.

“O Titanic afundou por que o código do GPS dele não era POG” Leornardo Di Caprio sobre POG.

“O Transponder dos aviões não funcionou pelo mesmo motivo” Piloto sobre POG.

“Service Pack – POG compilado” Anônimo sobre POG.

“Deu certo? Deixa! Funcionou? Não mexa!” Bill Gates.

“O sistema só dá problema quando tem gente usando” Programador POG, às 18h00, indo embora, já fechando a porta e falando pro chefe.

“Porra! Quem foi o filho da puta que fez este programa?” Dercy Gonçalves ao ler um programa POG.

“Fechei todos os bugs. Estão abertos apenas os que não foram resolvidos” Programador POG, vangloriando-se por ser eficiente.

“A Informática é uma ciência exata que nunca é exata né, genti” Chefinha nada gostosa de um CPD em reunião com os programadores POG, Justificando o uso de POG e relembrando a todos que ela é a Gerente de Sistemas Internos do Interior do CPD.

“Claro que conheço POG! Acabei com toda a “lentideza” dos sistemas usando POG puro com Access” Chefinha nada gostosa do CPD antes de ser chefe, na entrevista de emprego para começar como programdora de POG no CPD.

“É hora da pamonha!” Freakzoid sobre POG.

Agradecimentos a:

Sandro J. S. Souza


Crônica: O Maior Software já Escrito em Todos os Tempos.

Wednesday, November 7th, 2007
Crônica: O Maior Software já Escrito em Todos os Tempos.


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Até a lua e de volta, graças a rotina de software.

Charles Babcock um dos principais redatores da revista eletrônica sobre tecnologia da informação, Information Week disserta em uma crônica onde analisa algumas das principais tecnologias criadas pelo homem para tentar classificar: O Maior Software Escrito.

Babcock considera softwares pouco lembrados, como o Sabre da American Airlines, ou programas que sequer eram softwares, como o Colossus. Remete-se a clássicos como IBM 360 e Deep Blue, para finalmente concluir qual o maior programa de computador já escrito em todos os tempos. O autor define critérios claros para suas conclusões:

“Desenvolvimento de fato superior só pode ser julgado dentro de um contexto histórico. Deve representar uma inovação, brilhantismo técnico, algo difícil que antes de tal software, não poderia ser conseguido. E deve ter plena adoção no mundo real. O Colossus transformou um processo mecânico de grafia em eletrônica — foi uma espécie de computador pioneiro — e ofereceu um serviço útil ao acelerar a tradução do telégrafo codificado. O Colossus mais que fez história, ajudou a história a tomar forma.”

Ao revisar as maiores e mais impactantes criações tecnológicas da história, o autor repassa pela criação dos sistemas operacionais, da interface gráfica com o usuário, planilhas eletrônicas, da Internet, do Unix, TCP/IP, DNS, correio eletrônico, editores de texto e conclui:

“O Maior Software de Todos os Tempos, com o mais amplo impacto no mundo todo foi o BSD 4.3. Outros Unix tornaram-se sucesso comercial mais bem sucedido, mas as conquistas cumulativas conseguidas nos sistemas BSD, especialmente versão 4.3, representaram picos incomparáveis de inovação. O BSD 4.3, representa sozinho, a maior revolução da Internet. Mais que isso, a paixão que envolve o Linux e código aberto é apenas uma ramificação direta dos ideais criados no BSD: amor pelo poder computacional e a crença que este deve ser uma extensão do poder intelectual humano, disponível sob todos os preceitos de liberdade — poder de intelecto, este que coloca o homem em seu devido lugar no universo.”

A tradução dessa crônica foi republicada internamente na FreeBSD Brasil LTDA, e essa tradução você acompanha na íntegra agora, aqui na FUG-BR.


O Maior Software já Escrito em Todos os Tempos

Por Charles Babcock, 14 de Agosto de 2006

Sem exceção, todo profissional de tecnologia pode opinar de forma rápida sobre qual o maior software já produzido, mas quando reserva-se um tempo para avaliar o que torna um software realmente brilhante, as escolhas não são tão óbvias.

Uma das mais significantes criações da programação que conheço, não era sequer um software. Antes dos britânicos construirem a máquina Colossus, que traduziam os códigos de telégrafo dos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, os aliados demandavam seis horas para decodificar uma mensagem, e mais de um dia para interpretar essas informações junto à inteligência, chegar a conclusões e finalmente repassar essas informações ao comando militar. Depois da Colossus, os aliados conseguiram decodificar essas informações imediatamente ao interceptá-las, e assim, ter um panorama visual de todas as atividades militares alemãs na Inglaterra — informações usadas pelo General Dwight Eisenhower para, com segurança, lançar o ataque do Dia D.

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IBM 360

Colossus foi construída em 1944 para realizar operações Booleanas em formulário contínuo gerado na máquina na grandeza de 30 milhas de papel por hora. Sua lógica era literalmente integrada e dependente da máquina. É, talvez, o maior software que nunca foi escrito.

Mas então, a que conclusão isso nos leva? Primeiro, vamos definir critérios para avaliar o que torna um software grandioso. Desenvolvimento de fato superior só pode ser julgado dentro de um contexto histórico. Deve representar uma inovação, brilhantismo técnico, algo difícil que antes de tal software não poderia ser conseguido. E deve ter plena adoção no mundo real. A Colossus transformou um processo mecânico de grafia em eletrônica — foi uma espécie de computador pioneiro — e ofereceu um serviço últil ao acelerar a tradução de telégrafo codificado. Colossus mais que fez história, ajudou a história a tomar forma.

Outro exemplo de grande programação foi o sistema 360 da IBM. O software foi escrito como o primeiro sistema operacional de propósito geral, em 1964. Muitas das verdades que conhecemos hoje sobre software — por exemplo, que projetos simples são melhores que os complicados, que poucos programadores habilidosos conseguirão melhores resultados do que pelotões de programadores igualmente habilidosos — são originados do livro de Frederick Brooks sobre o projeto do 360, The Mythical Man-Month, da editora Addison-Wesley Professional de 1995. Brooks já sabia a quantidade de problemas que poderiam ocorrer com grandes projetos de software, antes que o projeto 360 tivesse início. De fato, ele era um crítico sobre como a IBM deveria gerir o projeto; ele considerava que os potenciais de falha eram muitos. Suponho que seja por isso que a IBM o tornou responsável pelo projeto.

Muito esperto. O resultado foi o primeiro sistema computacional capaz de executar aplicações distintas ao mesmo tempo. Originou a linha de mainframes da IBM, que posteriormente evoluiu até a Série 370 e atualmente na zSeries. Até hoje, esses sistemas são compatíveis com o sistema operacional IBM 360 de Brooks. O que me faz lembrar de outro atributo de um grande software: tornar-se tradicional. Ficou e está há tanto tempo no mercado, que não pode ser fácilmente substituído.

Reconhecemos sua grandeza

Todos concordam que o IBM 360 foi um dos maiores softwares ja escritos. Sua grandiosidade é facilmente avaliada dadas suas longas perspectivas históricas. Contudo, quanto mais perto ficamos do presente, mais difícil fica classificar os grandes softwares.

Bem, ainda temos torpedos. Com grande inspiração o coloquei em minha lista de grandes softwares ja escritos, partindo da Colossus até o presente. Consultei os gurus James Rumbaugh; Stuard Feldman, o presidente da Associação de Maquinários Computacionais, a investidora Ann Winblad e Gary Morgenthaler; os criadores da linguagem de scripting PHP 3.0, Zeev Suraski e Andi Gutmans; e meu pequeno irmão, Wally. Essa lista todavia, continua bastante pessoal. Os que a considerarem sábia e com escolhas inspiradas, me envie uma mensagem de correio eletrônico no endereço ao final dessa crônica. Aos que considerarem de mal gosto, sem fundamentos ou horrivelmente ignorante, enviem sua mensagem ai Wally, ex estrela profissional de basketball de aproximadamente 2,10 metros de altura.

Sempre fiquei impressionado com a nave espacial Apollo e seu sistema de orientação, criado pelo Laboratório de Instrumentação do MIT. Em 1969 esse software levou a Apollo 11 para a lua, desconectou o módulo lunar, pousou-a na superfície da lua e trouxe três astronautas de volta para casa. Tinha que funcionar na pequena quantidade de memória disponível no computador Raytheon que estava onboard na nave. O software tinha 8 Kbytes, menos que um driver de impressora hoje em dia. E não poderia haver a menor hipótese de reboot em caso de falha no sistema, quando a nave estivesse fazendo a re-entrada em atmosfera terrestre. Felizmente o Windows não estava realizando o serviço.

O sistema de orientação da Apollo hoje pode parecer software de rotina, do ponto de vista da sofisticação tecnológica. Sistemas de navegação muito mais complexos são operados hoje em dia. A essência do sistema era um conjunto de algorítimos conhecidos baseados em lógica comprovada. Mas para mim, ainda é Ciência Espacial. Grandes softwares nos impressionam pela segurança com que desempenham corretamente tarefas que tem tudo para dar errado.

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Colossus, o maior software jamais escrito.

Aos que não se impressionam pela relativa simplicidade do sistema espacial da Apollo, pergunto: Você colocaria sua vida sob dependência de um sistema mais complexo? Por exemplo, o Sistema de Automatização BAE, software que supostamente deveria manusear as bagagens no Aeroporto Internacional de Denver, projetado em dois supercomputadores de processamento paralelo. Em sua data de lançamento, outubro de 1993, direcionou tanta bagagem para os aviões errados que a cidade teve que adiar a inauguração do aeroporto em 16 meses. O prejuízo consequente para a cidade foi equivalente a 1.1 milhão de dólares por dia.

Apenas para ilustrar, nossas vidas já estão nas mãos desse tipo de software. A Administração da Aviação Federal nos EUA gastou centenas de milhões de dólares, não apenas uma, mas três vezes tentando construir um sistema efetivo de tráfego aéreo. Jogou fora cerca da metade do que criou, tecnologia avaliada em 144 milhões de dólares, enquanto a outra metade desse montante, a metade que se tornou o sistema em uso, frequentemente falha ou para completamente. Grande software? Dou preferência para o sistema de orientação da Apollo. Para que um software seja considerado um sucesso, o mínimo que se espera é que ele consiga realizar as tarefas à que foi criado.

Certamente tal axioma se aplica ao VisiCalc, o primeiro software de planilha eletrônica. Ele é grande, pois demonstrou o potencial da computação pessoal. O software colocou nas mãos de cada empresa a possibilidade de analisar e manipular enormes quantias de dados matemáticos. Mas o VisiCalc em si, apesar de representar um conceito inovador, não era um grande software. Era falho e limitado, não podia desempenhar muitas das tarefas que os usuários desejavam. A grande implementação da planilha de cálculos não foi VisiCalc, e nem mesmo o Lotus 1-2-3, mas sim o Microsoft Excel, que extendeu o poder das planilhas eletrônicas e dispôs às empresas uma grande variedade de ferramentas de cálculo. A Microsoft afirma que faz software brilhante, sem dúvida é uma afirmação no mínimo contestável, mas a planilha eletrônica Excel veio para ficarl. É unânime para todos que usam profissionalmente esse tipo de ferramenta.

Em Busca de Inteligência

Há muitos exemplos de grandes softwares no campo da inteligência artificial. Cada um ao seu tempo. Al por exemplo, produziria inteligência similar à humana, podendo inclusive conversar conosco, nos ensinar algo que não entendemos e combinar grande poder e racionalidade com comandos e dados sem um limite. Mas afinal, como acabou o Al? Muitos artifícios e inteligência insuficiente.

Redes neurais, conceito criado na pesquisa de desenvolvimento do Al, produziu sistemas de identificação de impressões digitais usados plenamente no mundo todo. É sem dúvida um grande sistema de combinação de padrões, mas isso é inteligência? Minha lógica diz que não.

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Deep Blue tinha uma vantagem artificial: o pensamento humano.

A aplicação Al que produziu a primeira inovação foi a máquina de inferência, sistema dotado de base de conhecimento e regras de condições. Esse sistema computacional é capaz de combinar condições que identificam precisamente um paciente com febre antes mesmo dele atingir o grau de calor corporal necessário para ser considerado febre, simplesmente fazendo uso de uma regra, o fato de infecções bacteriais causar grandes febres. Uma das melhores variantes desse software o sistema de diagnóstico médico Mycin, pode corretamente identificar infecções bacteriais em uma pessoa baseado em seus sintomas com precisão de 65%. Pouco? É melhor que a maioria dos profissionais recém graduados na mesma área. Mas esse tipo de software nunca saiu do laboratório e tampouco tornou-se popular. Ninguém poderia identificar o culpado quando seu resultado não fosse preciso.

Meu pacote favorito do Al foi o Deep Blue da IBM, que derrotou o grande campeão Mundial de xadrez Garry Kasparov em um jogo de seis partidas. Kasparov alegou que por trás da parafernália eletrônica haviam humanos. E ele estava certo. Os programadores da IBM estavam furiosamente revisando as decisões do Deep Blue entre cada jogada e ajustando o computador de acordo com o estilo de jogo de Kasparov. Isso retira completamente o Deep Blue da minha lista de candidatos à grande software. As atividades da IBM condisseram com as regras da disputa, mas não deveria ter sido assim. Como Kasparov poderia competir? Readaptando seus circuítos mentais?

Os softwares no estilo Al podem impressionar, mas todos os meus melhores exemplos ficam longe de ser considerados grandiosos.

Eventualmente descrevo meu navegador de Internet como um terminal burro emocionalmente dotado. Meu irmão, Wally, pesquisador literário convenceu-me que o Mosaic foi o primeiro navegador gráfico, “tirou a Web da terra dos técnicos e a colocou no mundo dos humanos comuns”. Um de seus predecessores, o Gopher, é um exemplo de quase sucesso, e depois veio o ViolaWWW, o primeiro navegador com os botões de páginas anteriores e próximas.

Mas a combinação de linha de endereço para a URL, interface de apontar e clicar baseada em mouse, apresentação de arquivos multimídia e hyperlink na janela, significava que os clientes finalmente haviam encontrado uma parceria perfeita para acessar as informações que proliferavam nos servidores da Internet. A combinação de elementos de fácil uso do Mosaic com um conjunto de menus deslocáveis, criaram um formato que mais tarde seria sempre reproduzido pelo Netscape Navigator, pelo Internet Explorer e pelo Firefox (na janela do Explorer experiente clicar no menu Ajuda e depois no Sobre ou About, e você verá os créditos ao Mosaic). Brilhantismo técnico? Não exatamente, mas uma necessidade solene e síntese de novidade técnica. Em outras palavras, um grande software que abriu diversas portas.

O mesmo pode ser dito da própria World Wide Web? Tim Berners-Lee produziu a síntese da linkagem de hypertextos, do localizador de recursos universal (URL), e as páginas HTML impactaram nosso mundo monstruosamente. Mas a Web copiou idéias que já existiam, e todas são dependentes dos protocolos de rede TCP/IP e do servidor de nomes BIND (Berkeley Internet Domain), aquela camada de software próxima do metal que faz por exemplo, roteadores funcionar. Não, a Web não é um grande software, mas certamente é um dos líderes de escala quando consideramos a popularidade de seu impacto.

Satisfação do Usuário

Continuando a análise contemporânea, Google, em ao menos um aspecto, representa um grande software. Os sistemas de busca precediram o Google na forma do Lycos do AltaVista da DEC e outros engines. Mas o Google incorporou um sistema de ranking de páginas estruturadas em seus resultados de busca, associando as milhares de páginas resultantes de uma pesquisa em um sistema hierárquico que representa a frequência de seu uso ou de referências cruzadas em outras páginas. “O valor de um documento acadêmico é medido de acordo com o número de vezes que esse documento é mencionado em outros documentos ou em suas notas de rodapé”. O Google adaptou essa convenção para a Web, segundo Morgenthaler Ventures. Além disso, colocou na mão de milhões de novos usuários uma grande e valiosa ferramenta de informação estruturada. Taí um grande software.

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Sabre da American Airlines

Pensei também no Java da Sun, como linguagem derivativa, membro da família C que redefiniu convenções que já existiam. Depois de refletir, concluí que estava errado. Java implementa o conceito de máquina virtual em clientes, permitindo que o código fosse transportado pelas redes e executado no PC de destino sem que este código tenha muitas informações dessa máquina. Java instituiu o uso de byte code intermediário, uma espécie de código fonte previamente compilado, que permite sua tradução para código de máquina assim que chega na plataforma cliente. Isso equaciona portabilidade e performance. Java restringiu o código copiado para uma espécie de sandbox ou um conjunto de limites — o disco rígido do cliente por exemplo, fica estritamente nesses limites. A sandbox em teoria protege os usuários de se expor à problemas de segurança, como os problemas encontrados com sistemas irrestritos como o ActiveX da Microsoft.

Com esses recursos orientados à rede, Java deslizou no mundo dos negócios e na era da Internet. A Microsoft copiou todas as melhores idéias por trás do Java ao criar o Visual Studio .Net. Java se destacou sobre essa cópia, se extendeu e tornou-se mais rico em termos de recursos, e isso certamente é sinal de grandiosidade.

E se pensarmos em software mais focado em usuários finais, como publicação baseada em Desktop? Esse tipo de adoção foi possível com o PostScript da Adobe Systems, que digitalmente pode formatar imagens e textos dentro de um computador ou em uma impressora laser. Adobe simplificou as definições tipográficas profissionais que surgiram nos laboratórios de pesquisa da Xerox em Palo Alto no Vale do Silício, conseguindo uma combinação coerente de simplicidade e poder operacional no formato PostScript. Tornou a publicação baseada em estações de trabalho convencionais totalmente comum. Muito bem feito, mas não o suficiente para ser considerado inovação técnica e chamado de grande software.

Falando na Xerox, o Macintosh da Apple foi baseado no sistema denominado Alto, criado na Xerox. Alto incluiu a primeira interface gráfica baseada em janelas, o primeiro mouse e a primeira interface unificada para o usuário. Mas nunca chegou no mercado. Foi necessário completo redesign do projeto pela Apple para gerar o impacto. Posso ainda me lembrar da primeira vez que sentei na frente de um Macintosh, na vitrine de uma loja de computadores em Endicott, N.Y. Eu tive aquela sensação de “Ciência Espacial”: podia ver o que o sistema fazia, mas não conseguia acreditar no que via. O Mac incorporou o poder da computação orientada a objetos na interface com o usuário, e a maioria dos usuários nunca mais quiseram saber de outra coisa. O primeiro sistema operacional Mac foi um grande software.

É Chegado o Momento das Pestes

Tecnologia que se infiltra em nosso dia-a-dia e modifica completamente nossa vida se qualifica como grande software. De tal forma, meu próximo candidato consegue alcançar esse critério, mesmo sendo um pedaço desprezível de software. Em 1988 a peste Morris (um worm de rede) se proliferou pela Internet, infiltrando-se em servidores de grandes universidades e fechando grandes escritórios de negócios. O estudante de Cornell, Robert Morris, afirma hoje em dia que fez o work para que pudesse mensurar o tamanho da Internet apropriadamente.

Como a maioria dos software, o worm teoricamente poderia rodar em apenas um ou dois ambientes alvo, mas acabou demonstrando algo novo sobre a grande rede de computadores. A peste em questão se espalhou de servidor em servidor explorando uma vulnerabilidade de estouro de pilha no Sendmail. Não podíamos imaginar quantos backdoor ou aberturas defensivas puderam atordoar o Unix, Sendmail, Finger e outros sistemas. A peste contínuamente definia novos servidores como alvo e, aleatoreamente, se replicava. Morris afirma ter adicionado esse recurso para garantir que seu worm pudesse se espalhar. Ele conseguiu.

Como software, esse intruso foi uma inovação, uma demonstração capaz de abrir os olhos dos mais céticos sobre como um software brilhante poderia explorar um lado anti-social até então não conhecido nessa proporção na Internet. Estávamos todos começando a ficar interconectados e dependentes disso. Precisávamos de um puxão de orelha, algo para nos acordar. Parabéns, Senhor Morris. A Grande Peste se provou um incontestável e preciso alarme. Era um grande software.

O sistema Sabre da American Airlines também era grande. Demonstrou como software poderia ser usado além das necessidades táticas de um negócio, mas também como recurso estratégico. Sabre tinha a habilidade de calcular e combinar as necessidades de viajens de um cliente com os vôos disponíveis, em um escritório de um agente de viagens. Sua listagem incluia também vôos dos competidores da compania aérea em questão. O sistema garantiu economia de tempo e dinheiro junto à American Airlines e também seus para seus agentes de viagens. Mas a empresa depois abusou e colocou seus próprios vôos com maior prioridade na tela de resultados das pesquisas. Assim sendo, eram escolhidos com maior frequência, interferindo no mecanismo de busca do Sabre. A empresa chamou isso de “Ciência Informativa”.  O Governo Norte Americano chamou de “Informação Polarizada e Deturpada” e baniu essa prática do mercado.

Sabre foi um exemplo de duas vias: estratégia comercial e abuso comercial. Com o advento da Internet, busca por vôos reapareceriam como o serviço Travelocity e sistemas de busca de propósito geral implementariam pagamento de quotas para apresentar posições privilegiadas como resultados de busca.

Os Três Primeiros

Então como fica meu ranking de candidatos em uma lista de 1-12? Em ordem decrescente, os maiores software já escritos são:

12 – A Peste (Worm) Morris
11 – Sistema de Ranking de Busca do Google
10 – Sistema de  Orientação Espacial da Apollo 11
9 – Planilha Eletrônica Excel
8 – Sistema Operacional Macintosh
7 – Sistema Sabre
6 – Navegador Mosaic
5 – Linguagem Java
4 – Sistema Operacional 360 da IBM

Isso significa que a minha terceira, segunda e primeiríssima escolhas ainda estão faltando.

Então vamos lá:

O número três é o software de sequenciamento genético do Instituto de Pesquisa do Genoma. Não é um sistema cujos resultados são inexatos, e sim “uma guinada de brilhantismo técnico que consegue precisão de 10 em cada 10 sequências analisadas”, comenta Morgenthaler. O sistema de sequenciamento do Instituto ajudou subdividir e propiciar análises sequenciais, acrescido de sua habilidade de recombinar subunidades de análises como parte da análise integral, “acelerou a ciência genética em no mínimo uma década”. Agora temos as ferramentas para traçar padrões da migração humana para a África; o genoma humano relevou com minúcias como a genética se diferencia entre grupos étnicos, exatamente em um momento onde essa informação é solenemente necessária. Ele concede base científica sobre como os humanos podem se olhar mútuamente como irmãos em um momento da história onde vivenciamos o risco de destruirmos uns aos outros. O sistema vem sendo utilizado para realizar diversos sequenciamentos genéticos adicionais, mapeamento da raiz de várias doenças e montagem do quebra-cabeças da hereditáriedade que sempre assolou a Biologia. Pode pela primeira vez ser resolvido. Raras ocasiões aconteceram onde grandes pesquisas e grandes sofwares estiveram tão ligados.

Minha escolha número dois é o System R da IBM, um projeto de pesquisa da IBM no Laboratório Almaden em São Jose, Califórnia, que fez os bancos de dados relacionais ter seu rumo à ascensão. Na década de 70, Edgar Codd considerou a matemática teórica conjunta e concebeu uma maneira de aplicar essa estratégia no armazenamento de dados e obtenção desses dados de volta, usando a teoria dos conjuntos, que mantém elementos relacionados sem armanzená-los em um compartimento identificado. Conjuntos são elementos relacionados que juntos desempenham um papel abstrato. O conjunto de cores azul, branco e vermelho por exemplo, são elementos relacionados que combinados dão origem às cores da bandeira da França, e que portanto dada a essa combinação geram um quarto elemento que pode posteriormente ser combinado à outros. É ainda possível encontrar todos os elementos de um único conjunto de forma improvisada, sabendo seguramente apenas um único elemento identificador desse conjunto.

O System R e todos os que originaram-se desse princípio — DB2, Oracle, Microsoft SQL Server, Sybase, PostgreSQL, MySQL, e tantos outros — terão um impacto que nós apenas começamos a vislumbrar. Bancos de dados relacionais podem armazenar conjuntos de dados sobre clientes, e pesquisar outros conjuntos de dados para traçar o perfil de como um cliente faz compras. Os dados são adicionados na base na proporção com que são conseguidos, e o banco encontra relacionamentos escondidos nessas informações. As bases de dados relacionais e sua linguagem de acesso, a SQL, nos permite fazer algo que a mente humana quase considera impossível: encontrar uma quantia enorme de dados que se relacionam sem precisar saber muito do conteúdo desses dados, quando foi armazenado ou como se relacionava à outras informações. Tudo que é preciso é uma trecho adicional de informação apenas, a chave primária, que nos permite acessar o conjunto dos elementos. Gosto do System R por sua incrível suavidade operacional, sua escalabilidade e sua incrível utilidade para todos que trabalham com dados massivos. É um software com uma rara noção de verdade matemática por trás.

E agora, O Maior Software Já Escrito pelo Homem — Unix

Os Laboratórios Bell frequentemente levam o crédito pela criação do sistema operacional Unix, mas Bell nunca financiou seu desenvolvimento. De fato, a gerência da instituição em questão não sabia nada sobre o assunto. Os Laboratórios Bell como parte da AT&T, tinham desenvolvedores comprometidos em um projeto de multiplos fabricantes, chamado Multics, que fazia uso de muitas idéias novas para um sistema operacional. Mas o projeto sucumbiu, e um desses desenvolvedores da Bell Labs, Ken Thompson, decidiu fazer uma versão pessoal do Multics, de forma que pudesse concluir seus jogos de guerra nas estrelas, diz Feldman (que a propósito, foi o sétimo desenvolvedor do Unix da AT&T, e agora é presidente da Associação de Maquinários Computacionais).

Na melhor das tradições de software, Unix foi um esforço individual que criou vida própria. Thompson projetou o Unix diante da rejeição dos Laboratórios Bell em dar continuidade ao projeto em uma estação PDP7 da DEC com 16 ou 32 Kbytes de memória — Feldman não se lembra ao certo da capacidade de memória. “Unix foi escrito sob grandes limitações”, comenta Feldman. “Não havia memória nem poder de processamento. Você se envergonharia hoje, se seu relógio de pulso por exemplo, não tivesse mais memória ou CPU do que o Unix dispunha naquele tempo”.

Thompson projetou seu pequeno sistema operacional de forma a mover dados em blocos ou em páginas, de um sistema de acesso aleatório de memória para um sistema de armazenamento secundário em disco, liberando mais espaço em memória principal. Quando essa memória fosse necessária novamente, o sistema operacional saberia acessar esses dados no disco e carregar de volta em memória aleatória. Desta forma, um grande sistema operacional pode rodar em um pequeno computador com pouca memória. Seu sistema operacional era ainda multiusuário. Até os mainframes daquela época eram limitados a usuários únicos, tornando o tempo computacional relativamente caro. O Sistema Operacional de Informações Uniplexadas (Unics) de Thompson, permitiria que duas pessoas utilizassem o computador ao mesmo tempo.

O Grupo de Pesquisas de Ciências Computacionais dos Laboratórios Bell, ficaram sabendo do Unics e quiseram uma cópia. Sob requisição do grupo, Thompson e seu parceiro Dennis Ritchie concordaram em adicionar um sistema de formatação de texto no ambiente operacional, com tanto que uma máquina maior, PDP 11/20 fosse fornecida. Então, o processamento de texto em Unix nasceu. Unics tornou-se Unix, foi reescrito em um sistema mais poderoso, mais portável, em código de alto nível – em linguagem C – e foi anunciado mercadológicamente como o Unix System III da AT&T.

Então o Unix System III foi o maior software já criado — ou quase? Acompanhem comigo.

Uma Filosofia GNU

System III representou um avanço, mas esqueceu de muitas coisas como interface mais amigável com o usuário e um método de tratar sistemas distribuídos. Em uma tentativa de expandir a adoção do Unix, a AT&T o tornou disponível para instituições acadêmicas e de pesquisa sob uma pequena taxa. Algumas pessoas pensam que o Open Source apareceu quando os códigos tornaram-se livremente disponíveis pela Internet. Estão errados. De fato, o Código Aberto tem suas raizes na primeira distribuição do Unix. Uma dessas distribuições originou-se do trabalho noturno para melhorar o Unix na Universidade da Califórnia em Berkeley. Uma série de outros pesquisadores ouviram falar dessas melhorias, e pediram à pessoas como Bill Joy uma cópia desse Unix de Berkeley. Assim sendo, o primeiro código aberto não era um arquivo digital. Foi de fato, um rolo de fita magnética que Joy colocou no correio em uma dessas noites após terminar seu dia de trabalho, de acordo com Eric Allman, graduando da Universidade da Califórnia em Berkeley, criador do Sendmail, que estudou com Bill Joy. Em 1977, uma coleção das adições e melhorias de Joy e diversos outros alunos de graduação foi disposta em conjunto, e tornou-se conhecida como a Berkeley Software Distribution of the Unix Operating System, ou apenas a Distribuição de Software Unix de Berkeley — o BSD.

Unix foi projetado como módulos discretos de código, cada qual relacionado a um trecho específico do equipamento. Isso o tornava mais simples de ser analisado do que os sistemas operacionais da IBM. Os estudantes de Berkeley fizeram rápidas mudanças. Adicionaram um sistema de arquivos mais limpo e rápido e um subsistema de redes confiável, além do poderoso editor de textos e de códigos, o vi. Adicionaram a API de sockets de Berkeley, tornando a transmissão de dados para um destino remoto na rede tão simples quanto para um disco local.

O Departamento de Defesa e Pesquisa Norte Americano havia contratado a consultoria Bolt Beranek & Newman para implementar um protocolo de rede para o governo. No BSD 4.1, os estudantes de Berkeley revisaram os conceitos por trás desse protocolo, modificaram e o aprimoraram, criando uma versão apropriada para atender suas próprias demandas. Em 1986, no BSD versão 4.3, o DARPA (Departamento de Defesa) testou esse protocolo, o TCP/IP, e decidiram adotá-lo ao invés da versão projetada por BBN.

Bill Joy saiu da Universidade de Berkeley em 1982 para co-fundar a Sun Microsystems, usando Berkeley Software Distribution como base para o SunOS e Solaris. Sun e AT&T colaboraram mutuamente na melhoria do System V, produzindo o consolidado o Unix System V Release 4. Concordaram que esse seria o Unix padrão para o futuro. A AT&T, objetivando o retorno de seus investimentos no Unix, aumentou as taxas cobradas pelo software.

Mas os estudantes de Berkeley não sairiam dos trilhos. Reescreveram o BSD Unix, livrando-o dos arquivos originais do Unix da AT&T e criando uma nova variante do sistema que poderia rodar em sistemas de baixo custo — os computadores pessoais. Com mais uma versão do Unix, AT&T considerou que o impacto em seus lucros poderia ser comprometido, e sua nova subsidiária, a USL – Unix System Laboratories – processou a BSDI, empresa que distribuia uma versão do Unix de Berkeley destinada a computadores pessoais de linhagem Intel. A USL manteve tal processo por anos, atrasando a evolução do BSD Unix em ambiente computacional de linhagem Intel.

Enquanto isso, as altas taxas cobradas pela licença do Unix da AT&T ofendiam Richard Stallman, aluno de graduação que utilizava o sistema no laboratório de inteligência artificial do MIT. Software, decidiu Stallman, deveria ser considerado recurso intelectual e ser livre, como o trabalho publicado de seus companheiros pesquisadores. Ele decidiu criar um conjunto de ferramentas com objetivo de substituir as ferramentas existentes no Unix, e que também fossem usadas por programadores para dar origem a outras ferramentas igualmente livres, e chamou-as de GNU.

Essas ferramentas chegaram a Linus Torvalds, um estudante de 21 anos em uma universidade em Helsinki na Finlândia, exatamente quando este estava considerando uma versão do Unix que pudesse ser rodado em seu computador pessoal. Estas ferramentas foram decisivas na criação de um kernel de sistema operacional, que batizou com o nome Linux. O resto da história é conhecida. Linux tornou-se tão popular que ofuscou a Distribuição do Software de Berkeley em computadores pessoais. Hoje, Linux se esforça para assumir também a posição de mercado final. Mas Linux é meramente um clone de um sistema GNU incompleto e de seus predecessores BSD. BSD gerou todos os conceitos chave implementados no Linux; exatamente por isso todos os principais pilares da Internet como BIND, Sendmail e o TCP/IP foram desenvolvidos sob o Unix de Berkeley, e não no System V. É por isso que a Microsoft, ao precisar de uma implementação melhor do TCP/IP para Windows, utilizou a implementação BSD Unix. Quando a DARPA quis construir a rede ARPANET – hoje a Internet – em 1983, descartou seu protocolo existente e confiou o serviço no TCP/IP do BSD Unix.

Então ai está: O Maior Software de Todos os Tempos, com o mais amplo impacto no mundo todo foi o BSD 4.3. Outros Unix tornaram-se sucesso comercial mais bem sucedido, mas as conquistas cumulativas conseguidas nos sistemas BSD, especialmente versão 4.3 representaram picos incomparáveis de inovação. BSD 4.3 representa sozinho a maior revolução da Internet. Mais que isso, a paixão que envolve o Linux e código aberto é apenas uma ramificação direta dos ideais criados no BSD: amor pelo poder computacional e a crença que isto deve ser uma extensão do poder intelectual humano, disponível sob todos os preceitos de liberdade — poder de intelecto este que coloca o homem em seu devido lugar no universo.

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